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ELO celebra 30 anos de trajetória e debate caminhos para o futuro

Celebrar 30 anos de história também é olhar para trás para reconhecer os caminhos percorridos e, a partir deles, imaginar os que ainda estão por vir. Foi com esse espírito que o ELO realizou, no dia 6 de agosto, sua Assembleia Geral Ordinária, reunindo associadas, diretoria, conselho fiscal e equipe em um momento de avaliação, celebração e, sobretudo, de conversa sobre o futuro da organização. Mais do que revisitar resultados e acontecimentos, a Assembleia foi uma oportunidade de reunir diferentes olhares sobre a trajetória construída e sobre os caminhos que se abrem para os próximos anos.

O sentido de Sankofa – conceito de origem Akan que nos convida a retornar ao passado para recuperar aquilo que é importante e, a partir desses aprendizados, pensar o futuro – atravessou a Assembleia. No ano em que completa três décadas de atuação o ELO fez desse encontro também um exercício de memória: revisitar escolhas, reconhecer aprendizados, compreender as transformações vividas ao longo desse percurso e refletir sobre aquilo que precisa ser preservado, reinventado ou deixado para trás para pensar o futuro da organização.            

A apresentação dos resultados de 2025 e das perspectivas para 2026 foi conduzida por Camila Veiga, de forma sintética, abrindo espaço para a participação das associadas presentes e também daquelas que acompanharam a reunião virtualmente. Formação e articulação de OSCs, gestão de parcerias, comunicação, incidência política, articulação em redes e ferramentas virtuais como o SEIVA e a plataforma de educação a distância foram algumas das ações apresentadas, revelando a diversidade da atuação do ELO e os conhecimentos acumulados ao longo de sua caminhada.

Ao revisitar essa trajetória, a Assembleia trouxe para a conversa as profundas mudanças pelas quais passaram as organizações da sociedade civil nas últimas três décadas. Mudaram as relações com o Estado, os modelos de atuação da cooperação internacional, as formas de financiamento, as exigências de gestão e prestação de contas e também as maneiras de comunicar, mobilizar e construir alianças. O mundo ao redor se transformou, e o ELO também precisou se transformar, sem perder de vista os princípios que dão sentido à sua existência.

Nesse olhar para o futuro, ficou evidente que sustentar uma organização com 30 anos de história envolve muito mais do que garantir recursos. Envolve cuidar das pessoas, das relações de trabalho, da memória, dos conhecimentos produzidos, dos vínculos construídos e, sobretudo, da capacidade de se renovar sem perder aquilo que constitui sua identidade.

Ao final, a atual diretoria foi reconduzida por unanimidade, garantindo continuidade ao trabalho e, ao mesmo tempo, mantendo viva a necessidade de renovação, participação e construção coletiva de novas metas. Como parte das comemorações dos 30 anos, a proposta é que esse aniversário não se limite a um momento de celebração, mas se transforme em um processo de reflexão sobre o que vem pela frente. 

Voltar à história, nesse sentido, não significa permanecer nela. Significa reconhecer o que foi construído, compreender os aprendizados que nos trouxeram até aqui e escolher, com cuidado, aquilo que deve seguir conosco. Sankofa nos lembra que há futuro também naquilo que aprendemos com o passado e que caminhar adiante pode ser, muitas vezes, uma forma de honrar o caminho que já foi percorrido.

Este momento também marca uma reflexão institucional: o que queremos construir para os próximos 30 anos? A resposta será construída coletivamente, nas escolhas, nas relações e nos caminhos que decidimos percorrer daqui para frente.

Vamos juntas!

 

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