ELO

Webnário “Desafios da Formação para a Cidadania na Era Digital”

No dia 6 de junho de 2024, o Webnário “Desafios da Formação para a Cidadania na Era Digital”, promovido pelo ELO, trouxe à tona discussões cruciais sobre a interseção entre a internet, a inteligência artificial e o empoderamento cidadão. Sob a mediação de Michellle Prazeres, o evento contou com a participação de duas convidadas especiais: Juliane Cintra e Priscila Gonsales.

O evento foi iniciado por Camila Veiga, representando o Elo, que deu as boas-vindas aos participantes e resgatou as ações promovidas desde 2019 por ELO E PPM com capacitações, estudos e debates sobre os desafios na Era Digital. Em seguida, Martina Winkler, da Pão para o Mundo, enfatizou a importância desses diálogos e intercâmbios para o fortalecimento das organizações da sociedade civil.
Michelle iniciou a mesa destacando os desafios ainda presentes nesse cenário e deu lugar a Priscila para iniciar as reflexões. Priscila traçou um panorama histórico dos desafios enfrentados, discutindo conceitos como alfabetização e letramento digital. Ela destacou a limitação do acesso a esses conhecimentos, em grande parte vinculados aos interesses comerciais e empresariais, introduzindo termos como “plataformização” ou “sociedade das plataformas”.

Além disso, Priscila abordou a importância de se compreender os metadados disponíveis nas redes, alertando para a mão de obra muitas vezes subvalorizada, proveniente de países subdesenvolvidos, que alimenta a inteligência artificial. Ela enfatizou a necessidade de a IA trabalhar junto a formação e educação das pessoas.

Michelle então passou a palavra para Juliane Cintra, que apresentou um panorama das plataformas educativas em ascensão, especialmente após a pandemia. No entanto, ela destacou casos de desigualdade, como o de um jovem brasileiro que precisava subir em uma árvore para acessar a internet para estudar para o ENEM.

Juliane abordou as disparidades Juliane abordou as disparidades no acesso à internet no Brasil e introduziu o conceito de “epistemologia do pertencimento”, levantando reflexões sobre o acesso real à internet, apesar dos altos números de conexão. Ela enfatizou cinco conceitos fundamentais para lidar com a chegada da inteligência artificial: infraestrutura, custo acessível, acesso a dispositivos, letramento e segurança digital.

A palestra culminou num rico debate sobre como iniciar processos educativos nas organizações, visando à emancipação digital e à construção de uma reflexão política sobre o papel da internet no Brasil. Camila Veiga encerrou o evento, destacando a importância da união e do fortalecimento das organizações nesse processo, buscando sempre fortalecer e promover os direitos humanos.
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