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Pré-evento do FIFE debate cultura de doação e conta com provocação do ELO sobre o papel do Estado

Como parte da programação preparatória do FIFE 2026, o Movimento por uma Cultura de Doação (MCD) realizou um encontro voltado ao fortalecimento da cul           tura de doação no Brasil, reunindo especialistas, lideranças de organizações da sociedade civil e atores do ecossistema filantrópico para um diálogo qualificado sobre desafios, práticas e caminhos possíveis.


A abertura trouxe uma leitura conceitual e estratégica do campo da filantropia, com contribuições de Douglas Gonzalez, que apresentou um panorama do ecossistema e suas múltiplas articulações, e de Luisa Lima, que compartilhou dados atualizados da Pesquisa Doação Brasil, evidenciando o perfil, as motivações e os comportamentos de doadores no país.

Na sequência, o debate avançou para experiências práticas, sob mediação de Dani Saraiva, destacando iniciativas que vêm incorporando as diretrizes do MCD em suas estratégias. Jovemar Júnior trouxe reflexões sobre o uso de tecnologias e narrativas como ferramentas de engajamento, enquanto Joanna Calazans contribuiu com perspectivas a partir de experiências em comunidades indígenas, ampliando o olhar sobre diversidade e território.
O espaço de diálogo com o público aprofundou as discussões sobre engajamento e enfrentamento das desigualdades. Nesse momento, a Plataforma MROSC representada por Candice Araújo, assessora do ELO, que provocou uma reflexão central: a cultura de doação, embora fundamental para a transformação social, não pode ser compreendida de forma isolada.

A intervenção destacou a importância de reconhecer a centralidade do Estado na garantia de direitos e na implementação de políticas públicas, situando a doação como parte de um ecossistema mais amplo, que exige atuação complementar entre sociedade civil, iniciativa privada e poder público. A fala reforçou a necessidade de uma abordagem crítica e estruturante no enfrentamento das desigualdades, evitando a sobreposição de responsabilidades que são, por princípio, do Estado.

No encerramento, Douglas Gonzalez e Dani Saraiva retomaram a agenda coletiva, conectando as discussões à mobilização do Dia de Doar e às estratégias de engajamento contínuo ao longo do ano.
O encontro reafirmou a potência do diálogo e da construção coletiva como caminhos para o fortalecimento da cultura de doação no Brasil, ao mesmo tempo em que evidenciou a importância de sustentar uma reflexão crítica sobre seus limites, papéis e responsabilidades na promoção de uma sociedade mais justa e democrática.

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