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Encontro do ELO impulsiona reflexões sobre sustentabilidade financeira e diversificação de recursos nas OSCs

O encontro virtual promovido pelo ELO reuniu 38 participantes de organizações parceiras de PPM, consolidando-se como um importante espaço de formação, troca de experiências e fortalecimento institucional. Ao longo da atividade, foram debatidos temas relacionados à sustentabilidade financeira das organizações da sociedade civil, mobilização de recursos, comunicação institucional e os desafios enfrentados na busca por maior autonomia e diversificação das fontes de financiamento.

A abertura da atividade foi realizada por Camila Veiga, que destacou a relevância do debate sobre sustentabilidade financeira e mobilização de recursos para o fortalecimento das organizações da sociedade civil. Em sua fala, ressaltou que a construção de estratégias sustentáveis de financiamento é fundamental para garantir a continuidade das ações, ampliar o impacto social das organizações e fortalecer sua capacidade de incidência nos territórios e na defesa de direitos.

Em seguida, foi apresentado o diagnóstico da escuta realizada por Isabel Pato, consultora do ELO, junto a 23 organizações parceiras de PPM. A atividade trouxe um panorama sobre os principais desafios e oportunidades relacionados à sustentabilidade institucional, evidenciando as estratégias que vêm sendo desenvolvidas pelas organizações para fortalecer sua atuação, diversificar fontes de financiamento e ampliar sua capacidade de mobilização de recursos.

A apresentação também destacou experiências de superação de desafios, apontando como as organizações têm buscado construir alternativas para garantir sua sustentabilidade, seja por meio da captação de novos recursos, do fortalecimento de parcerias, da ampliação do relacionamento com apoiadores ou da adoção de estratégias inovadoras de mobilização. O diagnóstico serviu como ponto de partida para os debates realizados ao longo do encontro, oferecendo um retrato atual da realidade vivida pelas organizações parceiras, contribuindo para a construção coletiva de reflexões e caminhos possíveis para o fortalecimento institucional.

A programação seguiu com as exposições dialogadas, com a participação especial de Janaína Barbosa, do fundo Baobá; de Marília Pinto e Lucydalva Moura, da CESE, que compartilharam as experiências desenvolvidas em ambas organizações, com foco nas estratégias desenvolvidas e os erros e acertos ao longo do caminho. Foram momentos de reflexão coletiva, possibilitando que as organizações analisassem seus próprios processos de captação de recursos e sustentabilidade institucional. As atividades estimularam a troca de conhecimentos entre participantes de diferentes territórios e trajetórias, com olhar atento às estratégias para enfrentar desafios comuns.

Um dos destaques do encontro foi o debate sobre mobilização de recursos e sustentabilidade institucional, que trouxe reflexões sobre a importância de diversificar fontes de financiamento e desenvolver estratégias de longo prazo capazes de garantir maior autonomia às organizações. As discussões ressaltaram que a mobilização de recursos deve ser compreendida como um processo contínuo e estratégico, envolvendo planejamento, monitoramento, relacionamento com financiadores e alinhamento permanente com a missão institucional.

Também foram compartilhadas pelas convidadas experiências práticas que evidenciaram o papel da comunicação no fortalecimento da sustentabilidade financeira. As apresentações demonstraram como a construção de uma identidade institucional sólida, o fortalecimento da marca, a produção de conteúdos estratégicos e o relacionamento com diferentes públicos podem ampliar a visibilidade das organizações e contribuir para a mobilização de recursos. Ao mesmo tempo, destacou-se a importância de desenvolver estratégias de captação sem perder de vista a identidade institucional, garantindo coerência entre missão, valores e práticas organizacionais.

As participantes e os participantes conheceram diferentes experiências de captação de recursos desenvolvidas ao longo dos anos, incluindo campanhas de comunicação, a comunicação como estratégia política, produção audiovisual, ações digitais, articulação com pessoas influentes, iniciativas ecumênicas, spots de rádio, eventos beneficentes e encontros com potenciais apoiadores. Muitas dessas iniciativas surgiram da necessidade de ampliar as fontes de financiamento e geraram importantes aprendizados institucionais, independentemente dos resultados financeiros alcançados.

Outro tema amplamente discutido foi o cenário atual da mobilização de recursos no Brasil. As reflexões apontaram desafios relacionados à redução de recursos da cooperação internacional e às mudanças no contexto global de financiamento. Em contrapartida, destacou-se a ampliação de oportunidades vinculadas a recursos públicos nacionais, reforçando a necessidade de monitoramento constante dos editais e de maior preparo das organizações para acessar esses mecanismos.

As discussões também evidenciaram que a sustentabilidade institucional depende da construção de uma cultura organizacional voltada para a mobilização de recursos. Nesse sentido, foi enfatizado que essa responsabilidade não deve ficar restrita à direção ou a uma área específica, mas envolver toda a equipe e as diferentes instâncias da organização. A participação coletiva foi apontada como um elemento fundamental para fortalecer a capacidade institucional de captação e gestão de recursos.

Entre os aprendizados compartilhados, podemos destacar a importância de estruturar redes de apoiadores e doadores individuais, fortalecer a gestão de dados e informações, criar mecanismos permanentes de relacionamento com financiadores e desenvolver planos de mobilização de recursos alinhados às prioridades institucionais. Também foi ressaltada a necessidade de estabelecer critérios claros para orientar a relação com potenciais financiadores, preservando a coerência com os valores e objetivos das organizações.

Outro ponto abordado foi a relevância do monitoramento contínuo das estratégias de mobilização de recursos. As participantes e os participantes destacaram que acompanhar resultados, avaliar ações realizadas e manter um mapeamento atualizado das oportunidades de financiamento são práticas fundamentais para aprimorar processos e ampliar as possibilidades de sustentabilidade financeira no longo prazo.

Ao final da atividade, foi reforçada a importância das parcerias, da troca de experiências e da aprendizagem coletiva para o fortalecimento da sociedade civil organizada. As participantes destacaram a riqueza das reflexões realizadas durante o encontro e a necessidade de seguir construindo estratégias que fortaleçam a autonomia, a sustentabilidade financeira, a incidência política e o impacto social das organizações.

Destacamos a presença de Martina Winkler no encontro, trazendo a visão de PPM para o momento. O encerramento foi com um convite à continuidade do diálogo, nos próximos encontros do ciclo e da construção conjunta de soluções, reafirmando que a mobilização de recursos é um processo permanente, coletivo e essencial para a sustentabilidade das causas defendidas pelas organizações da sociedade civil.

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