A Universidade Federal da Bahia recebeu, no dia 12 de junho, uma atividade do Programa de Fortalecimento da Participação Social — PFPS, junto à turma 2025.1 do curso de Administração Pública e Gestão Social — APGS. O encontro reuniu estudantes, docentes, representantes de órgãos de controle e da sociedade civil para discutir democracia, controle social e os desafios da participação no Brasil. A atividade foi coordenada pela Profa. Luisa Teixeira, responsável pela condução do programa, destacou a importância de aproximar a universidade dos debates públicos e dos espaços de construção democrática.
A programação contou com a mesa “Órgãos de controle e Sociedade Civil: ações possíveis para o fortalecimento da participação social”, com a participação de Romualdo Anselmo, superintendente regional da CGU na Bahia; Candice Araújo, assessora do ELO e vice-presidente do CONFOCO Nacional; e Kelly Costa, presidente do CONFOCO Estadual, com mediação da professora Elizabeth Matos.
Durante o debate, Candice Araújo destacou avanços construídos nos últimos anos na relação entre Estado e sociedade civil, mas chamou atenção para um desafio central: as condições que o Estado oferece para que a sociedade civil participe de forma ativa e efetiva dos espaços de controle social, como os conselhos. Também ressaltou a importância da partilha de informações e da formação continuada para que representantes da sociedade civil compreendam seus direitos e possam contribuir para sua efetivação.
O público presente participou com perguntas e provocações sobre autonomia da sociedade civil, formas de controle estatal, desigualdades, ausência de financiamento, sustentabilidade das ações e a necessidade de transformar políticas de participação social em políticas de Estado, e não apenas de governo. A comunicação também apareceu como ferramenta estratégica para mobilizar, informar e disputar narrativas, especialmente em um contexto de polarização que tem dificultado o diálogo entre sociedade civil e poder público.
O encontro reforçou o papel da universidade como espaço de escuta, formação cidadã e construção coletiva de caminhos para fortalecer a democracia e ampliar a participação social.








